Frida Khalo, uma inspiração para todas as épocas

A dor e o sofrimento foi para Frida Kahlo a mola propulsora para se tornar numa das principais pintoras do mundo, além de ativista política como comunista e revolucionária.

Mulher forte no temperamento e opiniões, começou a mostrar quem era já na infância após contrair uma poliomielite que a deixou com uma deficiência na perna. Chamada pelos outros de perna de pau, começou a usar calças e depois largas e exóticas saias que se transformaram numa marca de Frida.

A sua realidade descrita nas telas foi, no princípio, interpretada como surrealista, mas era tão somente a expressão da sua dura realidade, como pode se ver num de seus primeiro quadros, A Coluna Partida, que foi pintado após um acidente num bonde que a manteve por meses em recuperação.

Frida Kahlo

Casada duas vezes com Diego Rivera, passou por diversas traições que muito a magoaram, mas descobriu também o seu lado bissexual, relacionando-se com mulheres e homens. Nas duas vezes o casamento foi marcado por traições e agressões, mas na segunda vez Frida criou algo até então inusitado, ela construiu ao lado da casa do seu marido uma casa igual a dele e mandou fazer uma ponte ligando as duas casas, assim cada um morava na sua casa e ora se encontravam numa, ora noutra. Diego era muralista e isso influenciou a sua arte que passou a usar zonas de cores amplas e simples, firmando a identidade nacional mexicana, onde adotou temas do folclore e da arte popular do México.

Apesar de durante muito tempo ter desempenhado o papel de mulher submissa, casada e do lar, Frida quebrou tabus contrariando a expectativa da sua família ao casar com Diego, um homem de ideal político, religião e estética diferentes do esperado.

O fato de vestir calças, com a desculpa de não mostrar a perna deficiente, era na verdade um ato de repulsa às convenções da sociedade. A sua “monocelha” e os pelos salientes no busso eram para afrontar os padrões de beleza da época. A sua vestimenta tehuana era típica de mulheres mexicanas que lutaram por independência econômica e pessoal. Essas características deixaram a marca feminista dessa mulher.

Pelo tanto de auto-retratos que fez, Frida Kahlo deve ser, provavelmente, a artista que tem o rosto mais conhecido, pelo menos o rosto que mais esteve em telas. A artista costumava dizer, “pinto a mim mesmo porque sou o assunto que conheço melhor”. Foram tantas obras e polêmicas, já que muitas parecem como uma imitação de outros auto-retratos, que nada mais justo que em diversas homenagens feitas a ela que as pessoas se pintem como ela, principalmente destacando as sobrancelhas.

Frida Kahlo

No centenário de Frida Kahlo, em 2007, no México, aconteceu uma exposição no Palácio Bellas Artes com a maior exibição de suas obras, reunindo um terço de tudo o que produziu.

Suas obras estão espalhadas pelo mundo e marcam sua vida de forma inovadora e contestadora, mostrando a firmeza de uma nova mulher que surgia no início do século XX.

Para essas mulheres, cada vez mais inovadoras, firmes e independentes o universo Amo Berloque está cada vez mais presente e não poderia deixar de homenageá-la.


Texto escrito por: Carlos Magalhães – jornalista, autor do livro “Marchinhas com Amor” e que por oito anos apresentou o programa de TV “Boca a Boca”.
Contato: magajornalista@yahoo.com.br

 

Confira a nova coleção no site da Amo Berloque:

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Comments

  1. Claudia says:

    Quero uma. Onde compra?

    1. amoberloque says:

      Os berloques estão disponíveis no nosso site http://www.amoberloque.com.br

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